Uma semana em Londrina: o que levo dessa jornada

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Eu sou o que a definição nova chama de “knowmad“, um conceito onde os nômades do conhecimento estabelecem uma nova forma de pensar o  desenvolvimento do capital humano.  E como ser colaborativo que sou, ajudo a cena coworker brasileira a se expandir, melhorar e crescer. É de meu interesse e do coletivo que espaços como estes progridam e evoluam. Por essas e outras, além da amizade com a Alexandra e a promessa de degustar um dos poucos espaços de coworking com piscina do país (o que chamo carinhosamente de poolworking), aceitei um convite para ficar uma semana no Juntus, em agosto.

E justamente em um momento bem difícil para mim. Explico. A crise bateu a porta de muita gente, inclusive a minha. Perdi clientes. E estou no processo de repensar minha carreira toda de jornalista e conteúdo para internet. Neste cenário viajei, cheio de incertezas e ideias a realizar. Aproveitamos e fizemos duas palestras para o pessoal na semana de aniversário do Juntus.

E vou te dizer: não poderia ter tomado uma decisão melhor.

Eu me mantenho como nômade porque visitar os espaços sem ter um ponto fixo me ajuda a entender o aspecto macro da cena, diagnosticar os problemas e com isso criar algum tipo de conteúdo para que os empreendedores do mundo do coworking possam ter mais informação para melhor tomada de decisão. Faz parte dessa missão ir além das fronteiras do meu bairro, da minha cidade, do meu país. E fiquei muito feliz de encontrar no Juntus não apenas um espaço de trabalho, mas de convívio.

Tem essas horas em que o coworking salva nossas vidas. A gente se desanima com a conjuntura atual, e só de estar ao lado de gente bacana, inventiva e focada, as esperanças se renovam.

Não sei dizer se é a água de Londrina ou o efeito do enigmático, mitológico – e saboroso, assumo – suco de morango com bombom da cidade. Mas o espírito das pessoas está muito propenso à esse tipo de ambiente colaborativo. Por mais que o estereótipo de cidade do interior estampe uma primeira visita à cidade, não é bem por aí. Além de diversos movimentos de empreendedores e startups que se resolvem muito bem localmente, as pessoas estão olhando para a frente, buscando mais desenvolvimento pessoal e coletivo. E não são poucas.

Também me agradou a disposição da casa Juntus. A harmonia do espaço permite que haja o trabalho focado convivendo normalmente com uma conversa despojada na cozinha, uma hora de relaxamento no sol do jardim, ou um almoço coletivo entre os coworkers.

Almoço coletivo durante a semana de aniversário do Juntus.
Almoço coletivo durante a semana de aniversário do Juntus.

E aí eu entendi mais um detalhe importante sobre o universo do coworking, do qual eu sempre aprendo algo novo todos os dias: é a conjuntura de fatores. O ambiente, a cidade, as pessoas, a vontade. A soma desses fatores altera, e muito, o produto final. E em Londrina essa soma dá um caldo muito bom. As pessoas querem estar naquele espaço. Gostam umas das outras. E geram negócios entre elas. Não é só uma questão de mudança de cultura, é a cultura em processo de mudança, ao vivo. Bonito de ver.

Tem essas horas em que o coworking salva nossas vidas. A gente se desanima com a conjuntura atual, e só de estar ao lado de gente bacana, inventiva e focada, as esperanças se renovam. E te recolocam no caminho certo. Eu adoro quando o coworking salva a minha vida. E por isso faço por agradecer, compartilhando o conhecimento que tenho.

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