Repensando o consumo: dicas para aproveitar o Black Friday

Junto com as super promoções para compras, a Black Friday traz a oportunidade de repensarmos o consumo. Com campanhas, emails e notícias de todos os lados é bem fácil gastar tempo e dinheiro com coisas que não são tão importantes ou necessárias quanto parecem.

Tenho pensado sobre esse ‘movimento’ e vim compartilhar algumas reflexões para que mais pessoas possam também buscar um olhar diferente sobre o tema. São só ideias e instigações: nada de teorias ou certezas.

Quem somos não tem nada a ver com o que compramos

Tem muita campanha por aí que nos faz acreditar que consumindo isso ou aquilo vamos fazer parte daquele grupo ou ser mais parecidos com tal pessoa. Isso pode até ser verdade, mas isso não é o melhor para a gente.

Acredito – profundamente – que só vamos ser felizes e completos quando pudermos ser nós mesmos e isso implica em encontrar nossos valores e a partir daí ter muita clareza sobre nosso comportamento.

Autenticidade é garantia de realização e conforto sempre.

Comprar o que realmente é necessário

Compras fazem parte da nossa rotina e com certeza as promoções são as melhores oportunidades de fazer bons negócios, mas, precisamos ter alguns cuidados simples: pensar o que é realmente necessário e procurar os produtos com foco em aproveitar um bom preço. Um ou outro item não previsto já vai fazer a economia que viria do desconto desaparecer.

O ‘segredo’ é levar o que você quer comprar e não o que os outros querem vender para você.

Pensar em compartilhar

Temos aprendido muito sobre o uso e a posse das coisas e hoje em dia é bem mais fácil entender que para usufruir de algumas coisas, não precisamos necessariamente ser dono delas (comprar para ter).

Compartilhar, emprestar, alugar são alternativas que reduzem o consumo e assim o impacto, além de fortalecer as relações de colaboração.

Quando a gente acostuma a emprestar algo do colega do lado e depois devolver com gratidão a gentileza (e depois fazemos isso para outra pessoa) fortalecemos vínculos de um jeito deliciosamente único.

Gastar bem o tempo

Mais do que o dinheiro gasto, enquanto somos metralhados com listas de preços e descontos gastamos tempo: o que temos de mais valioso na nossa vida.

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Para fechar, fiz também minha lista de consumo para a Black Friday, se não precisar mesmo comprar nada, quem tal gastar seu tempo e sua atenção assim?

  • aprender algo novo: buscar aquele assunto que você queria saber mais, colocar a leitura em dia ou esvaziar a lista de “assistir mais tarde” do youtube.
  • organizar alguma coisa: pode ser documentos, guarda roupa, arquivos no computador ou armário da cozinha. Com a intensidade que vivemos no dia a dia, acabamos acumulando atividades inacabadas e “colocar em ordem algo de fora” também nos ajuda a “ajustarmos por dentro”.
  • cuidar das pessoas: porque a gente nunca tem tempo suficiente para mandar todas as mensagens que queremos, agradecer quem fez algo bacana para a gente ou mesmo dar um Oi! sem motivo para o outro.
  • curtir uma boa música ou apreciar qualquer outra arte: e se ao invés de buscar promoções você explorar novas playlists no spotify/deezer, ir visitar aquele museu ou espaço cultural que nunca dá tempo de ir ou só esvaziar a mente num parque?

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O que me inspirou a pensar sobre isso:

Post do professor Marcelo Nakagawa: Você evolui mudando algo em você e não comprando algo para si

Vídeo bacanérrimo da palestra sobre Lowsumerism que aconteceu no Festival Path

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