Planejamento até nas férias

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A saga da organização me acompanha até mesmo nas férias. Em posts anteriores, comentei sobre como organização financeira, pessoal e profissional me ajudavam no dia a dia. Com as férias, não poderia ser diferente!

Um espaço na agenda de duas semanas sem compromissos indelegáveis e passagens relativamente baratas, foram o empurrão para a nossas férias em família!

Destino escolhido, passagens compradas e três semanas para organizar tudo. Já organizamos outras viagens, mas dessa vez, um novo integrante de apenas um ano, nos fez melhorar a programação.

Como tínhamos pouco tempo, segui uma lista de atividades que passo a dividir com vocês:

  1. ESCOLHA DO DESTINO E ACOMODAÇÕES

Viajar com um bebê de um ano, nos fez pesquisar um pouco mais sobre o destino pretendido. Questões como acessibilidade e meios de transporte devem ser verificadas com mais afinco, já que uma criança de um ano, anda pouco e se cansa rapidamente.

Acesso à alimentação regular minimamente saudável e à assistência médica, também devem ser levados em conta quando se tem um serzinho à tira colo.

Sempre utilizamos transporte público quando viajamos e não queríamos que fosse diferente dessa vez. Assim, uma pesquisa prévia do mapa dos serviços de metrô, ônibus e trem fizeram a diferença na escolha da hospedagem também.

  1. MEIOS DE TRANSPORTE E MELHORES HORÁRIOS

Nossa viagem foi internacional, por isso o passaporte do nosso pequeno também foi necessário. É bom ficar atento às datas de validade dos passaportes, especialmente os de criança menores de cinco anos, pois é menor do que a de adulto.

Em voos internacionais, sempre me questionei o que seria melhor: viajar durante o dia (e caso a criança não durma, não haveria problema, pois dormiria a noite toda quando chegar, bem como há maiores possibilidades de distração) ou voo noturno. Optamos pelo voo direto e noturno e foi a melhor coisa que fizemos.

  1. PLANEJAMENTO DO ROTEIRO

Sempre que saíamos em férias dizia a mim mesma que não ia planejar nada, o que víssemos e fizéssemos era o melhor que poderia acontecer. Isso nunca ocorreu na prática, sempre montei um roteiro prévio.

Nessa viagem (com o mais novo integrante), nem passou pela minha cabeça não fazer isso!

Planejar os roteiros dos lugares a serem visitados é importante para sabermos os meios de transportes a serem tomados, os momentos de caminhada e pontos de parada.

Manter sempre à mão comida e água para o bebê, respeitar os horários de sono e tempo de descanso da criança, também fazem parte do roteiro.

Lógico que imprevistos acontecem, ainda mais quando se tem criança junto. Mas trocas de fraldas em lugares inusitados, um fast-food do bem e um soninho na hora de entrar naquele ponto turístico preferido, acontecem nos melhores passeios!

  1. ARRUMANDO AS MALAS!

Escolhidos o destino, acomodação, meios de transporte e roteiro, é necessário iniciar os procedimentos de check list para a viagem e organizar as malas!

Nosso check list foi grande, pois o novo integrante teve uma seção especial. E assim foi:

  1. Escolha o meio de transporte para o trajeto até ao aeroporto e os arranjos necessários: como embarcamos em Guarulhos/SP, decidimos ir de carro, sendo que nesses “arranjos” estavam compreendidos os pedágios do caminho, pontos de parada, tempo de duração e estacionamento para nosso veículo.
  2. Providencie a compra/câmbio do dinheiro (se necessário) ou se for usar somente cartões de crédito, verifique seu crédito antes de viajar.
  3. Faça cópias de seu passaporte, dos vistos de entrada (se for necessário), da carteira de motorista, dos cartões de crédito, dos cartões de embarque e seguro viagem e guarde uma cópia na bagagem.
  4. Agende uma consulta com o pediatra e confira a vacinação. Peça também uma lista de remedinhos para lidar com algum pequeno mal-estar. Aproveite e atualize os contatos dos médicos para eventuais emergências.

A orientação que tínhamos era de que, em caso de fortes reações alérgicas, febre alta e/ou prolongada, vômitos e diarreia de difícil controle e traumatismo enquanto estivéssemos longe, procurar o pronto-socorro local, mas contatar também o pediatra do nosso filho. Ele conhece o histórico do bebê e deve opinar sobre o tratamento recomendado e a necessidade ou não de interromper o passeio.

No nosso caso, visitamos também a nutricionista do nosso filho para que a alimentação nesse período não nos preocupasse.

  1. Pague todas as contas a vencer enquanto estiver fora ou peça a alguém para pagá-las, caso não seja possível colocar em débito automático ou coisa do gênero. No nosso caso, cumprir antecipadamente os prazos processuais que já tínhamos conhecimento foi também uma boa escolha!
  2. Providencie uma pessoa para cuidar das plantas da sua casa e de seu cão (se tiver um).
  3. Com tanta coisa para carregar, é melhor arrumar as malas sem pressa. Sempre fomos compactos com os itens de viagem e dessa vez não foi diferente. Conseguimos levar uma única mala (grande, confesso) para 14 dias de viagem com dois adultos e um bebê.

O cálculo da quantidade de roupas, fraldas (sim, levamos todas as fraldas descartáveis, pomadas e lenços umedecidos para todos os dias, face ao preço elevado desses itens no nosso destino), calçados e demais itens de higiene pessoal, devem levar em conta a estação do ano e se há lavanderia no local. Mudanças climáticas e pequenos acidentes com as roupas devem também ser considerados na hora de colocar algumas peças extras.

Faça as malas e anote todas as coisas de última hora que ainda precisa colocar.

  1. Faça um back up em seu computador, se for levá-lo. O trabalho remoto sempre nos faz companhia mesmo nesses momentos. Não conseguimos e muitas vezes não podemos, nem queremos nos desligar completamente.
  2. Confira se a companhia oferece menu especial para bebês e reserve-o. É recomendável levar lanchinhos para os pequenos, lembrando que em voos internacionais qualquer material líquido não pode ser transportado em embalagens maiores que 100 ml. Além disto, alimentação para bebês e remédios devem ser transportados na quantidade a ser utilizada apenas durante o voo.
  3. Invista na mala de mão. Coloque uma troca de roupas para os adultos e algumas a mais para as crianças, remédios permitidos pela ANAC e produtos de higiene pessoal. Levem na bagagem de mão apenas o que for necessário para uso no período da viagem (sempre com prescrição médica e na embalagem original, para melhor identificação em eventual inspeção). O que sobejar, levem na mala a ser despachada.

Lembre-se de levar uma chupeta (se o bebê usar) ou mordedor para aliviar a pressão nos ouvidos nos momentos de decolagem e pouso. Inclua alguns brinquedos, macios e silenciosos do pequeno e um travesseiro/naninha, com o qual seus filhos costumam dormir; eles ajudam o bebê a se sentir seguro e fazer essa associação. Além disso, constatamos que é fantástico como os vídeos e aplicativos infantis prendem a atenção das crianças. Assim, nos rendemos a alguns episódios da “Galinha Pintadinha” no nosso celular, o que divertiu o pequeno em alguns momentos que não tínhamos como distraí-lo.

Não se martirizem se não der para seguir à risca a rotina da criança, nada de desespero! Relaxem, afinal, é quase impossível em uma viagem manter exatamente o mesmo ritmo que se tem em casa.

Viajar com criança é respeitar o tempo dela!  Sejam flexíveis e façam deste momento algo muito especial para vocês e para elas!

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