Karen Kohlmann Barbosa: liderança colaborativa

foto-karenFoto: Revista Inspired

Quem já foi professor, certamente, irá me compreender. Sabe aquela aluna que, desde o primeiro dia de aula, você identifica imediatamente como uma ‘líder positiva’ ? Pois então, foi isso que aconteceu quando conheci a Karen Kohlmann Barbosa, ainda no curso de Relações Públicas, na Universidade Estadual de Londrina.

Desde a primeira aula, percebi que estava diante de uma estudante comprometida, interessada e que era uma guia para os demais alunos. Foi um semestre feliz e desafiante, principalmente, porque eu nunca havia dado aulas para uma turma de RP antes. E adorei.

Tempos depois, longe da universidade e buscando novos caminhos, procurei o Juntus e fui recebida com um sorriso e pela simpatia peculiar da Karen, agora como profissional responsável pela comunicação do espaço. Aos poucos, observei como ela também era um elemento de fundamental importância ali. A Alexandra dos Santos soube muito bem compreender a líder nata por detrás daquela mulher séria e, por vezes, tímida.

Economia Colaborativa

Karen conta que, antes de conhecer o Juntus, não tinha contato com o conceito de Economia Colaborativa. Mas quando Alexandra a convidou para trabalhar, ela não pensou duas vezes. E, assim, ao longo de quase três anos de intensa atividade na área, ela pode ampliar seus horizontes profissionais e de estudo. Hoje ela está desenvolvendo outros projetos, mas enfatiza a importância da vivência no Juntus.

“Depois da minha experiência em um local que tem como preceito a colaboração, pude perceber o potencial incrível que temos de ser solidários, de partilhar responsabilidades, de alinharmos nossas ideias”

“Depois da minha experiência em um local que tem como preceito a colaboração, pude perceber o potencial incrível que temos de ser solidários, de partilhar responsabilidades, de alinharmos nossas ideias, enfim, eu saí bem otimista dessa experiência, acreditando mais ainda que essa força está nas pessoas e só elas podem transformar algo. Não preciso nem dizer que isso com certeza mudou e me fez refletir sobre minha vida, né? Mas isso não foi feito apenas pela estrutura coletiva e de interação do Juntus, mas pelas pessoas especiais que cruzaram meu caminho e trouxeram cada uma delas o seu jeito de ver e fazer as coisas”, ressalta.

Novos caminhos

Atualmente, Karen está trabalhando na área social no setor público e cursa a especialização em Gestão e Planejamento de Projetos Sociais. O seu foco de pesquisa é o Empreendedorismo Social. A atuação no Juntus fez com que ela quebrasse muitos paradigmas em relação à ideia de “empreender”. “Eu tinha um bloqueio enorme em relação à palavra EMPREENDER, relacionava isso ao mercado, às vendas, ao mundo ter mais e mais empresas que desconsideram as pessoas e o planeta. Essa é uma realidade. Precisamos de mudança. E eu vi no Empreendedorismo Social uma transição, a possibilidade de termos negócios que impactam positivamente a sociedade”, comenta.

“Precisamos de mudança. E eu vi no Empreendedorismo Social uma transição, a possibilidade de termos negócios que impactam positivamente a sociedade”

As pesquisas já estão gerando ações práticas. Karen integra um projeto que pretende multiplicar iniciativas relacionadas ao empreendedorismo social promovendo encontros e conexões. Trata-se do Conecte Planta. “A pesquisa vai tentar entender como essa iniciativa pode ser uma possibilidade de gestão social que contribua para um mundo mais pautado em valores como a sustentabilidade e o amor”, explica.

Nosso mundo

Na avaliação da relações públicas, as discussões sobre Economia Colaborativa estão sendo ampliadas e cada vez mais pessoas têm acesso a essa informação, além de se depararem com a ideia de que “um outro mundo é possível”. A visão de Karen é positiva no sentido de que mudanças estruturais já estão em curso.

“Com essa revolução toda em nossa forma de nos comunicarmos, estamos nos conectando mais com os outros e isso está mudando nossa visão de mundo. Dentro desse contexto, a Economia Colaborativa está sendo um norte de novas relações: relações com os produtos, marcas, serviços, com a cidade, com a política, com as pessoas, enfim. Esse potencial de união, de mudança, já está em nós de alguma forma, mas agora ele está latente, muitas pessoas e, principalmente, nosso planeta, não suporta o mesmo sistema. Acredito que isso está apenas começando, vai longe, muito longe”, analisa.

A Experiência no Juntus

“Acredito que foi essencial para minha construção pessoal e profissional. Não foi apenas um lugar que trabalhei. Foi um lugar em que cresci como pessoa, um lugar que me possibilitou experiências diversificadas e que contribuiu para eu entender o meu caminho, as minhas possibilidades e os meus limites. Eu acredito muito em um trabalho que faça sentido para minha vida e para a vida das outras pessoas, e foi essa comunidade que me permitiu ter uma compreensão melhor dos outros universos que vivem dentro de cada um. Só assim podemos trabalhar de forma holística, entendendo nossa realidade, nos entendendo. O Juntus possibilitou-me expandir meu mundo me conectando com realidades e percepções que me enriqueceram muito.”

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