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Uma parte da história…

Me contaram uma vez que  a vida é cheia de ciclos lindos, cada um com suas particularidades e sensações. Podemos chamar isso de jornada, afinal,  “o que se leva da vida é a vida que se leva.”

Toda jornada tem um começo, um meio e um fim. É com essa sensação de encerramento de um ciclo que vou contar um trecho da minha jornada no Juntus Coworking, um espaço tão vivo e dinâmico que nosso encontro não poderia ter sido em outro momento. Sabe aquela sensação de que as coisas acontecem na hora certa?! Bem, é um pouco disso. Espero que este texto traga um olhar de despertar para o novo.

Minha paixão pelo Juntus foi à primeira vista. Nossa história começou em 2015, quando participei de um curso e conversei com a Alexandra (fundadora do espaço e a acolhedora de ideias). Naquele dia eu não tinha nada pronto, só uma ideia sem estruturação, e queria poder fazer acontecer. Era o Projeto Soul.

Como o próprio nome diz, era algo que vem da alma, algo para proporcionar mais encontros com as pessoas que quisessem discutir temas diversos sobre a vida; um projeto para trazer nossa essência à tona e persistir nos nossos sonhos. Então a Alê, que é uma pessoa muito “vamos colocar a mão na massa!”, me disse “ótimo, vamos fazer, semana que vem conversamos e pensamos em estruturá-lo”.

O projeto aconteceu: tivemos sete encontros muito ricos, foi uma experiência fantástica! Se quiser saber um pouquinho sobre o que aconteceu, acesse juntuscoworking.com.br/projeto-soul.

Uns dias depois recebi uma ligação muito inesperada. Quem estava do outro lado da linha era a Alê, com a pergunta que mudou tudo: “você gostaria de trabalhar aqui com a gente?!” Pensei “sim! Mas, espera, com o quê? Não tenho nada pontual agora para oferecer, faço um curso integral e meus horários são bem distintos! Poxa, e agora? Mas eu quero muito!”

Novamente marcamos uma conversa e comecei a trabalhar no Juntus. Desde então muita coisa mudou: comecei fazendo coisas básicas (ajudar com impressões, parte de escritório), fiquei no host, fiz meu estágio de psicologia organizacional lá  e vivi muita coisa bacana.

O que eu tive de crescimento pessoal e profissional é inexplicável – em um ano e meio eu abusei das oportunidades e cresci muito como pessoa. Independentemente da atividade a se fazer eu estava ali, disposta, com vontade de aprender. Acho que qualquer paixão faz isso com a gente.

A parte mais linda e edificadora deste ciclo foram as pessoas que conheci e os laços que ficaram. Fiz grandes amigos, que me mostraram mundos particulares que viraram um mundão de descobertas.

Em um ambiente de tanta diversidade, eu tinha que aprender coisas para a vida. Aprendi a respeitar cada vez mais o jeito de cada um e como realmente somos seres sociáveis, colaborativos, empáticos, cheios de emoções, sensações e aspirações – e cada um lida com tudo isso da sua forma. Não há melhor ou pior. Isso se tornou meu lema: “observe, tire o melhor, aprenda, evolua e compartilhe”.

Ciclos, entendemos, são feitos de idas e vindas. No final de 2016 eu encerrava meu ciclo de estagiária e estudante – e também encerraria minhas atividades com o Juntus. Tive até despedida (me fizeram chorar horrores!). Parecia que ali era o fim da nossa “história juntos”.

Mas o mundo conspirou novamente para um reencontro. Com o fim da faculdade, surgiu o retorno de um velho sonho: fazer intercâmbio. Passei alguns meses afastada  do Juntus, focando na organização da viagem. Um belo dia, a Alê me ligou de novo e perguntou se eu tinha interesse em passar o mês de julho com o Juntus para dar um ajuda enquanto o intercâmbio não acontecia. E minha resposta foi, com certeza, sim! Tudo se encaixou super bem: eu não tinha data para ir e estava aguardando as respostas, então parecia perfeito! E, inacreditavelmente, nesta última semana de julho as respostas chegaram e vou partir novamente.

Nosso combinado mais uma vez foi bem realizado e eu pude reviver, como uma psicóloga, o mundo Juntus. Contribui com o meu trabalho e foi uma troca. Tudo estava novo: espaço, time, coworkers, processos, mas a essência… ah, essa não se perde. Pode ficar confusa, às vezes, mas é só a gente olhar com calma para dentro e vamos encontrá-la. Todos nós somos orgânicos e temos soul.

Mais uma jornada concluída. O Juntus realmente foi um laboratório para mim;  ajudou a me tornar quem sou hoje e sou muito grata por toda essa vivência e por ver todo o crescimento e transformação deste lugar. A vida é isso: a arte dos encontros e transformações.

Deixo um recado: as coisas realmente acontecem no momento que devem acontecer e, quanto menos expectativas jogamos para esse mundão, mais ele nos surpreende. Então confie. Confie em você e também nos outros. Quando a gente estabelece esta confiança, tudo ao redor gira e acontece. Permita-se, esteja aberto para o mundo, seja a pessoa que corre atrás do que quer, independentemente do meio ou condição. Faça acontecer.

Boa sorte na sua jornada!

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