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Juntus: como tudo começou

Inauguração JUNTUS

Tem uma lista de perguntas que sempre nos cercam, não é mesmo?
Se estou com meus filhos, as pessoas inventam mil formas diferentes de perguntar se ‘são todos meus’ ou ‘quantos anos eu tenho’. Quanto estou em viagem, insistem em entender ‘o que estou fazendo lá’ (e precisa ter explicação para viajar?). Sobre o Juntus, o que não tem como fugir é: “De onde veio a ideia de montar um negócio assim?”

Então, hoje quis falar sobre isso.

Tudo começou mesmo quando fiz 30 anos: adoro aniversário e acho algumas datas bem emblemáticas.
30 anos foi um momento de olhar para as realizações e pensar sobre os desafios que estavam pela frente. A sensação era que tudo estava muito pronto, do casamento ao escritório – que seguiram os planos e geraram todos os frutos esperados – passando pela família, estudos, amigos, casa, carro… essas obviedades que juntas costumam expressar nossa vida. Fiz uma conta estranha em que 30 anos era menos de 1/3 da minha história e parecia que daí para a frente seria uma repetição sem grandes surpresas.

A conclusão razoável foi que minhas conquistas eram um ‘tudo’ que girava em torno de mim (e quase que só por isso existia) e acho que foi assim que começou a fermentar a vontade de fazer algo que tivesse um sentido maior.

Já perceberam como esse incômodos são bem importantes para nos fazer enxergar melhor?
A partir daí, passei a ver e pensar diferente sobre tudo. Continue fazendo o que sempre fiz, porque para mim isso era o certo (e ainda é: construir uma família, trabalhar bem, estudar sempre), mas queria também ver como as coisas poderiam ter reflexos maiores, além.

Eles poderiam trabalhar sozinhos, sem ninguém a quem dar satisfações. Mas descobriram que dividir o ambiente de trabalho torna o dia a dia mais agradável e ainda impulsiona os negócios. REVISTA SORRIA

Foi lendo uma revista linda que fiquei sabendo que diferentes profissionais estavam experimentando um jeito novo de trabalhar: um mundo onde diminuir barreiras, portas e paredes estava diretamente ligado com aprender e se desenvolver… estava na cara que – se desse certo – seria muito mais legal.

Era 2011: passei a ler sobre coworking, assistir aos poucos vídeos que existiam no youtube na época e visitar os espaços que estavam ‘no meu caminho’: peças que eu nem imaginava se encaixavam perfeitamente. Ao mesmo tempo em que eu achava que tinha encontrado mais um tema bem bacana para estudar, algumas pessoas vieram me instigar de porque não montar alguma coisa assim. E depois de 8 meses só como estudante, começou a surgir a possibilidade de que algo mais poderia acontecer no mundo real.

revista sorria coworking

Daí para a frente o caminho é o mesmo que todo empreendedor percorre:

  • Encontrar gente que apóia, sorri, ajuda, questiona e te faz acreditar que ‘dá para fazer’;
  • Duvidar todas as noites: será que é mesmo possível? No final vai valer a pena?
  • Aprender a fazer contas, enfrentar nossos limites, entender as pessoas e se conhecer todos os dias;
  • Sonhar com um mundo melhor, criar formas de fazer esse mundo acontecer e insistir nisso.

Foi em março de 2012 que compartilhei o projeto de um coworking em Londrina com outras pessoas e foi tanta gente incrível que quis vir junto que não tinha como não dar certo.
Encarei um aluguel de tirar o sono… mas um escritório que fosse para todo mundo ser mais feliz no trabalho tinha que estar num lugar único. Minha certeza era uma casa de portas abertas, na rua, com muita luz, verde (vida!) e espaço para as pessoas se encontrarem na pausa para o café.
Conversei com muita gente e a colaboração estava mesmo por todos os lados: outros donos de espaço, coworkers que conheci por onde passei, pessoas que diziam que nossa cidade precisava de um lugar assim e também gente que vinha procurar fazer novos amigos em um ambiente que fosse ‘coletivo’.

É, o Juntus tinha mesmo que existir!
E dá mesmo para fazer algo maior do que si mesmo.

Coworking é bem mais que um espaço físico. É um estilo de vida, uma nova maneira de enxergar o mundo. Anderson Costa, MOVEBLA

Acho que não existe definição melhor do que essa para coworking. Nos últimos 4 anos tenho visitado muitos espaços, comunidades e experiências de coworking: cada um com seu modelo – sem melhor ou pior, certo ou errado. O importante é que ele faça sentido para mais pessoas e que as relações sejam construída a partir de valores compartilhados.

Por aqui, descobri que dá para ter um propósito muito maior do que si mesmo, contribuir para o bem e juntar outras pessoas que veem sentido nisso também. A nossa missão é fazer um mundo melhor para todas as pessoas, porque: acreditamos nas pessoas, queremos colocar a mão na massa e temos consciência tanto das nossas limitações e como dos nossos talentos.

No dia a dia, sempre aprendemos juntos um jeito diferente ou melhor de ‘fazer coworking’: esse é o nosso jeito juntus de ser.

Sabemos que o trabalho é parte importante da nossa vida, ao qual dedicamos muito tempo e muito de nós – por isso tem que ser um tempo feliz e, acima de tudo, realizador. Aqui, trabalho tem tudo a ver com sonhos.
Acreditamos que o ambiente para trabalhar tem que ser inspirador, leve, alegre e estimulante: é daí que vão vir as boas ideias, a vontade de saber mais e bravura para encarar o desconhecido. O tempero que colocamos em tudo é a gentileza.
Vivemos um tempo em que podemos ser únicos, diferentes, exclusivos – mas também queremos estar com o outro. Para dar conta de todas as nossas possibilidades e potencialidades, é essencial trazer consigo respeito incondicional.
Fazer acontecer exige coragem. A força que precisamos para criar uma nova economia para um novo mundo tem que ser cultivada dentro de nós e para isso prezamos pela autonomia.

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