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Cidades Criativas e Startups: juntando diferentes olhares.

focus group belas artes startup
Steven Pedigo e equipe da Belas Artes
Nessa quarta-feira, dia 08/06/16, estive representando a Anjos do Brasil no Primeiro Encontro de Pesquisa sobre Cidades Criativas, com Steven Pedigo, diretor do Creative Class Group.

Foi daqueles momentos únicos da vida que quando está acontecendo você pensa “como foi que eu vim parar aqui mesmo”?

E daí vem uma primeira dica: sair da rotina é sempre bom!

 

Quem estava lá:

Os organizadores foram bem dedicados na escolha dos entrevistados para o grupo. São poucas as oportunidades em que diferentes pontos de vistas se reúnem cara a cara num grupo pequeno para responder questões direcionadas por um pesquisador.

Estávamos em cerca de 20 pessoas – entre equipe, alunos e convidados – numa sala que além de linda (com as cadeiras coloridas e parede cheia de cartazes) estava também aconchegante (welcome coffee + temperatura bem acolhedora).

Os convidados para compartilhar as experiências foram:

Distrito Ventures

Stefanini

Escola de Negócios SEBRAE/SP

Startup Farm

Anjos do Brasil 

(e mais outras duas startups que não me lembro o nome. Dica número dois: não deixe de entregar seu cartão de visita, sorrir e dizer um Olá! a todos que estiverem por perto. Ah, e repita sempre o nome do seu negócio, da sua empresa ou startup… por mais comum que seja para você, para alguns pode ser a primeira vez – e quanto mais gente souber que seu negócio existe, melhor!)

 

O bate papo:

O pessoal do Distrito começou animando o grupo quando contou como as novas ideias são tratadas: no melhor modelo maker, eles recebem esse pessoal para fomentar, construir e desenvolver juntos. Sentir essa receptividade e, principalmente, essa confiança deles nos novos projetos foi bem inspirador!

Eles falaram também sobre a relação entre startups e empresas tradicionais e esse foi um assunto que todos se interessaram.

Foi um consenso que em corporate venture tudo é muito novo para todo mundo, que as empresas ‘tradicionais’ querem mas parecem não estar prontas para receber tanta inovação. Cabresto corporativista foi explicado como “estão todos tão inseridos numa cultura que não conseguem mudar”.

Nesse assunto, falamos também da importância das startups para redução de custos nessas empresas, das peculiaridades no choque de cultura e com gancho “quanto maior, mais difícil para atravessar a crise” passamos a falar dela.

A crise não tinha uma cara assustadora nem paralisadora como vemos por aí. Nesse encontro, ouvimos que com a crise as pessoas estão buscando “caminhos alternativos” e isso pode ser muito positivo.

Podem entender “caminhos alternativos” como nova forma de trabalhar, investimentos em novos negócios e interesses em diferentes modelos de negócios.

E na hora de falar sobre modelos de negócios gostei de aprender a pensar que o mercado ganha com as startups, pois se elas trazem formas novas e diferentes de fazer algo é porque o jeito anterior poderia ser melhor.

Enfim, é a oportunidade dos menores e melhores aparecerem! (dica três)

Ainda sobre a crise, o destaque foi sobre a disponibilidade de capital humano: pessoas que sabem trabalhar, que podem empreender (embora muitas vezes não saibam como) e, principalmente, que podem agregar às startups com suas experiências.

 

Muitos outros assuntos e dados interessantes vieram a tona, passando rapidamente:

  • Os maiores ecossistemas das startups confirmaram-se como São Paulo (com 1/3 do mercado!), Belo Horizonte, Recife (com destaque por tudo que tem acontecido por lá) e Florianópolis. E a justificativa de São Paulo está nos mesmo elementos do mercado tradicional: capital humano, acesso ao mercado e logística.
  • ‘Copiar o Vale do Silício’ – no sentido de aumentar a densidade/concentração de empreendedores – parece interessante para o grupo que falou sobre imãs, pólos, corredores de inovação.
  • Precisamos que empreendedorismo seja uma referencia para as gerações que estão e vem aí fazer o mercado. As mudanças que nosso país precisa virão de uma população mais empreendedora e para isso precisamos de exemplos mais fortes – e a cobertura da mídia é muito importante para isso.

 

O que tem para daqui 5 anos:

Para fechar bem o encontro, veio o pedido para que cada um respondesse rapidamente do seu ponto de vista: ‘O que tem para daqui 5 anos’?

Depois de algumas risadas (pois todos se entregaram defendendo que a sua área é a que acreditam que mais vai crescer) listamos rapidamente:

  • mercado de nichos
  • economia compartilhada
  • base da pirâmide (educação, saúde, alimentação, segurança, banco)
  • IOT/Smart City

E foi juntando esses diferentes que fizemos a mágica de um tempinho tão curto render tanto conteúdo. Falamos muito mais do que cabe aqui e a certeza de que cada um levou do seu jeito para o seu mundo um pouco dessa experiência é enriquecedor e gratificante.

Assim, encerro com um agradecimento especial à professora Ma. Marcia Auriani – gerente da pós-graduação do Centro Universitário Belas Artes de São Paulo à Bianca Scampini e toda equipe que nos acolheu e, claro, à Anjos do Brasil pelo cuidado e seriedade nas atividades de fomento ao investimento anjo para apoio ao empreendedorismo de inovação no Brasil.

* Steven Pedigo é Diretor do Creative Class Group, uma empresa consultora de serviços de caráter global, fundada por Richard Florida (um dos maiores intelectuais do mundo nas áreas de competitividade econômica, tendências demográficas e inovação cultural). Nessa função, Pedigo fornece uma análise de vanguarda das tendências econômicas e demográficas para as comunidades, empresas e grandes meios de comunicação de todo o mundo.

* Essa pesquisa será publicada pelo Observatório Belas Artes de Economia Criativa (observatorio.ec), em um relatório para analisar os desafios e oportunidades da Economia Criativa no Brasil. O documento será gratuito e de acesos livre a todos os visitantes do site.

 

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